terça-feira, 6 de agosto de 2013

Indefinito


Poeira cósmica pelo cometa
Nebulosas dançantes no espaço-tempo
Pelos becos invisíveis do protoplaneta
A supernova ardente em esfarelamento
É vista da lente de uma luneta

Acordei com o eclipse
Afinando-se estreito pelas estrelas
Que de um brilho tanto cega
Os astronautas que desejam vê-las

Da espaçonave gritam os herdeiros
Orbitando em infinita expansão
E a zênite além dos buracos negros
Chora nas crateras durante a translação

Não permita que sobre a Lua se erga
Um túmulo feito de asteroides e um gráfio
Para gravar a nota de passamento desta galáxia na verga
Aqui jaz um escrivonauta de epitáfios

3 comentários:

  1. Não tenho mais adjetivos pra te elogiar, Bruna!

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  2. É incrível como o conjunto dessas palavras deu a impressão de estar lendo e ao mesmo tempo flutuando no espaço... Muito bom!

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