quinta-feira, 14 de junho de 2012

11 de fevereiro



Passa das 3 horas da manhã e eu ainda não consigo dormir. Depois que desligamos o telefone, com aquela voz de quem “morreu e não gostou" juro que quis te ligar de novo. Acho que não ter te ligado fez com que o sono despedaçasse a cada minuto em que eu me arrependia.

Não tinha nada pra fazer, nem me distrair com idiotices. Mas devido aos acontecimentos do dia, resolvi assistir àquele seriado que eu achava sem graça, última coisa que eu podia fazer hoje. Vi e ri. Ri tanto que me surpreendi. Quis resgatar o humor que você diz que me falta e até acho que “fui feliz” nisso.

Mas ainda não dormi. Lembrei que tinha passado algumas pastas de fotos para o laptop. Fui ver. Fui ver e comecei a chorar muito. De felicidade, a mais absurda felicidade que uma culpada pode ter. Culpada por sempre, depois de um dia maravilhoso, conseguir estragá-lo em cinco minutos.

Eu realmente acho que não sei conversar com você às vezes, sempre parecendo que nunca escuto nada do que você diz. Mas eu escuto! Escuto tanto que perco a fala. E admiro tanto que perco a coragem. Eu sou mesmo uma pessoa ingrata, egoísta e nervosa. Eu não gosto disso e estou tentando, mesmo que às vezes não pareça, mudar minha triste realidade comportamental. Sempre faço com que você fique chateado todos os dias. E no dia em que você teve um pesadelo comigo, eu fiz exatamente o que eu faço de melhor: estressar-me com algo inútil e tirar o foco do real problema.

“Desculpa” é a pior palavra do mundo. Se a gente sabe que vai dizê-la depois – porque, sim, nós sabemos – por que não sabemos que não devemos fazer o que causará isso?

Será que escrever sobre melhora o que eu sinto? São problemas inventados por uma mente fútil e fraca, que nunca soube buscar forças totalmente. Hoje vi que não dava mais. Afundando nosso relacionamento no mar das discussões desnecessárias providas de uma “desatitude”.

Desatitude... Isso existe? Se não, acabo de descobrir o que me define, sem nenhum orgulho disso. Tenho apontado todos os seus defeitos sem antes corrigir os meus. Tenho causado desafetos desnecessários. Tenho sido, enfim, uma péssima pessoa.

Eu só peço que não desista de mim ainda. Você deve se cansar disso todos os dias e está sempre sorrindo. Eu me encho de vida com você e, mesmo assim, pareço apática. Eu quero sentir que sou tudo aquilo que você me declarou na cama hoje. Eu quero ser sua mulher furacão.  Só não vou mais destruir nossos telhados, prometo. Mesmo assim, terão dias que irei errar. E quando eu errar, quero que me segure, sacuda e, em seguida, me abrace forte. Seu abraço é meu mundo completo.

No estágio final do meu autocontrole, você não precisará fazer nada, porque estarei te amando em um nível que só o nosso amor é capaz de aguentar.